
A Rua Carlos de Vasconcelos se estende por alguns quarteirões da Tijuca. Arborizada, de calçadas largas e bem cuidadas, ela é uma combinação de casas e condomínios de apartamentos, tranquila e com pouca movimentação de veículos. Além de residências, conta também com estabelecimentos comerciais como lojas, restaurantes e pequenos mercados. E o melhor: fica poucos metros da estação do metrô.
Mas afinal quem foi Carlos de Vasconcelos, que deu seu nome à rua?

Carlos Carneiro Leão de Vasconcelos (1881-1923) foi um engenheiro civil e escritor brasileiro que defendeu a criação do Estado do Acre.
Segundo de 14 irmãos e filho de um promotor e da irmã de um ex-deputado, sua família era conhecida na época. Dentre os irmãos destacaram-se ele, o magistrado Abner Vasconcelos e o poeta Leão de Vasconcelos.
Estudou no Liceu do Ceará e se formou Engenheiro Geógrafo no Recife, seguindo para o Amazonas, onde trabalhou na demarcação do Rio Purus em 1901. Depois veio para o Rio de Janeiro, onde se formou Engenheiro Civil e bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas pela escola Politécnica, retornando em seguida ao Amazonas.
Dois anos depois tornou a voltar ao Rio de Janeiro a fim de defender os direitos de seus constituintes à propriedade das terras na zona do Acre e Alto Purus, ajudando a aprovar o projeto de criação do Estado do Acre no Congresso Nacional, concebido pelo então deputado federal Francisco Sá.
Carlos de Vasconcelos escreveu e publicou 11 obras: a primeira foi Propriedades do Acre (1905); e a última, Torturas do Desejo (1922). Faleceu aos 42 anos, na explosão de uma caldeira na então capital federal. Deixou viúva, dois filhos e várias obras inéditas.